Latest Entries »

9 de setembro de 2010

RAINBOW

Over The Rainbow
(Além do arco-íris)

"Somewhere over the rainbow, way up high
There's a land that I dreamed of
Once in a lullaby

(Em algum lugar além do arco-íris, lá no alto,
Há um lugar com o qual eu sonhei
Um dia em uma canção de ninar)



 
Somewhere over the rainbow, skies are blue
And the dreams that you dare to dream
Really do come true

(Em algum lugar além do arco-íris, os céus são azuis,
E os sonhos que você ousa sonhar
Se realizam de verdade)



 

Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me

(Um dia vou fazer um desejo para uma estrela
E acordar onde as nuvens já não existam mais)



 
Where troubles melt like lemon drops
High above the chimney tops
That's where you'll find me

(Onde os problemas derretem como balas de limão
Onde você ultrapassa o alto das chaminés
É lá que você vai me encontrar)

 


Somewhere over the rainbow, blue birds fly
If birds fly over the rainbow
Why then, oh, why can't I?" 


(Em algum lugar além do arco-íris pássaros azuis voam
Se pássaros podem voar sobre o arco-íris.
Por que então, por que eu não posso?)



Ouça a música.





8 de setembro de 2010

FRAQUEZA

“Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como 'eu gosto de você'. Gosto de mim. (...) O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco (...) Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto.”
(Caio Fernando Abreu)

Não que eu esteja viciado em solidão. Todos têm o direito de isolar-se um pouco. Refletir. Pensar em quais caminhos escolher, em como está sua vida. Fez algo de bom hoje? Plantou uma árvore ou ajudou a um mendigo? Certamente, não. A vida é legal. Nada de extraordinário.

Perdoem-me, de verdade, a rispidez com que trato alguns. Às vezes magoou sem motivos, sem culpas. Pareço grosseiro, inexpressivo ou indiferente. Tudo isso não passa de uma grossa casca a qual tenho envolto ao meu corpo. Juro que não sou assim no meu estado de espírito normal. Tenho meus defeitos e minhas qualidades, como todos possuem. E, da mesma forma, meus dias de glória e meus dias de merda.

Não costumo chorar em público. Talvez seja uma fraqueza minha ou, simplesmente, por nunca ter alguém para isso. A vergonha faz parte, afinal, o mito que "homem não chora" ainda existe e, apesar de tudo, ainda acredito que homens choram mais que mulheres. Apenas não deixam transparecer para não acentuar sua fraqueza.


Voltar a ser criança, sem responsabilidades, protegido e acolhido pelos pais. Sinto falta de um ombro amigo para chorar (literalmente), de uma mãe para desabafar, de um irmão para brincar. Alguém para fofocar e contar aquela piada da formiguinha e do elefante. Hoje, sou uma pessoa frívola. 
 
Desculpem-me.
Edvar Soares.

7 de setembro de 2010

BORBOLETA

"J'ai appris avec les papillons



Alguma borboleta já pousou em suas mãos?

Borboletas, apesar de delicadas, são destemidas e têm muita atitude. Na maioria das vezes, voam sem rumo e pousam em lugares inusitados, por vezes perigosos, sem saber (ou não) o risco que correm. Não cabe a nós entendê-las ou julgá-las, tachando-as de burras ou imprudentes, pois somente elas sabem os motivos pelos quais se arriscam tanto. Talvez se contentem com um breve momento de prazer e bem-estar, sem se importar com o que pode vir depois. E para elas este instante se torna mágico e inesquecível, mesmo que dure apenas alguns segundos.


O lugar mais perigoso de pousarem é nas mãos de alguém, pois há duas reações a que se sujeitam quando resolvem arriscar tal proeza. Geralmente a pessoa que recebe este presente sabe o valor e significado que ele tem, sentindo-se privilegiada por haver sido escolhida por este ser tão sensível e apaixonante. Em contrapartida (PASMEM), há pessoas que, sem pensar, as afugentam para longe e não procuram entender o significado daquele gesto de carinho. Também não cabe a nós julgar a atitude de quem não gosta de borboletas ou se sente incomodado em tê-las por perto, mas com certeza é bem difícil entender tal reação. Pois sendo a borboleta um ser tão frágil, sutil, carinhoso e belo, que mal poderia nos causar?



Caso algum dia eu seja agraciado com tal visita, saberei apreciar cada segundo daquele momento e farei tudo o que for possível para prolongá-lo, caso não consiga, tentarei cativá-la para que um dia ela volte a pousar em minhas mãos e me proporcione toda essa alegria novamente.

Quem sabe, algum dia, uma delas se encante por ti e venha lhe presentear com sua companhia? Caberá a você, e a mais ninguém, a decisão de recebê-la e compreender que você foi escolhido porque é especial; ou afastá-la de ti sem tentar entender todas suas intenções e afeto. Mas, por experiência própria, quando ela vier e pousar em tuas mãos não tente prendê-la, ela morrerá ou fugirá de você e nunca mais voltará, deixe-a livre para decidir se quer voltar.




Eu aprendi com as borboletas a pousar onde me sinto bem e ali permanecer, nem que seja por um breve momento, até que eu seja cativado a ficar ou quem sabe afastado para longe. Fui destemido, determinado e talvez imprudente, mas fiz o que queria e deveria ter feito. Fiquei sujeito aos dois tipos de reações possíveis. Ao menos sei que tentei agradar e que em algum desses vôos farei alguém se sentir especial e, quem sabe, queira minha presença de volta. Só sei que vale muito a pena tentar!"

Everton Queiroz.


6 de setembro de 2010

CONCHINHA



Tão romântico dormir de conchinha! Lindo e fofo! Uma cena de filme ou de novela das oito!

Os dez primeiros minutos, sim. Mas ninguém suporta dormir a noite toda de conchinha, seja fora ou dentro da concha. Gente, conchinha só é bom antes de adormecermos. Depois de um tempinho começa logo a doer as pernas, entortar a coluna e sufocar o estômago... Ah, mas é a coisa mais linda aquele casal que tenta dormir dessa forma. E, realmente, não custa nada tentar até, pelo menos, a primeira dor nas costas! Não, não estou sendo pessimista.

Dia do sexo, isso existe? Não é uma maneira para os venderores de preservativos lucrarem? Por que no Brasil há dia específico para tudo? Só no Brasil?


O que seja! Sexo nunca é ruim, se praticado com segurança e com a pessoa que gosta. Isso! Falei A pessoa, e não AS pessoas... Claro, porque tem gente que curte uma "surubinha", ou sei lá o que. Enfim, gosto não se discute e eu já estou ficando confuso com isso! Sem preconceitos, por favor...

Curtam e previnam-se.
Edvar Soares.

3 de setembro de 2010

MUDANÇAS


Tão bom vezenquando trancar-se no quarto, apagar as luzes e não pensar em nada. Bem, tentar não pensar em nada. Incrível como nossa cabeça não para de raciocinar. Mas gosto de ficar neutro por uma noite. Ver seus amigos arrumando-se para sair na noite e ficar aqui, com cara de bobo, cara de quem não tem vontade de sair.

O ruim de tudo isso é que chega uma hora que seu cérebro volta e você dar-se conta de que, no momento, está sozinho. Desacompanhado. Desiludido. E, agora, chega uma lembrança nostálgica de quando era criança e tinha minha mãe só para mim. E na adolescência também - fase de grande preocupação para ela, em especial. Não a dividia com ninguém e tinha medo de ser órfão. Medo dela morrer em um acidente de carro ou de alguma doença terminal. Não gosto nem de pensar nisso. Gosto de lembrar de como eu era feliz em minha casa, em meu quarto, em minha escrivaninha, em meu mundo.

Fico pensando em certas escolhas que mudaram minha vida. Caminhos que segui, sem volta, e que levaram-me a rumos totalmente opostos do que eu sempre sonhei. Queria retornar e proceder de uma maneira diferente. Não falo de atitudes recentes, há alguns meses. Desejo algo mais além; anos. Talvez, hoje, nem estaria morando onde estou, talvez não teria conhecido muitas pessoas ou não teria deixado outras para trás. Talvez nem seria feliz também; não sei. Outra vida, outro mundo. Novas experiências. Mudanças.


Vou dormir. Desejo também sonhar com minha família. Meus pais, meus irmãos, avós, primos e tios. Amigos de infância ou de adolescência.

Bons sonhos.
Edvar Soares.

BALEIA

1 de setembro de 2010

DETALHES

Sentir-se sozinho no mundo, mesmo repleto de pessoas ao redor. Sentimentalismo, dramaticidade, mentira? Muitos supõem que você seja dramático ou "mega-sentimental" apenas por sentir falta de um abraço amigo ou de uma palavra de força. Nada disso! Acredito que qualquer ser humano, provido de sentimentos, já passou por situações semelhantes a essa. E, nem por isso, todos os seres humanos têm o coração de manteiga.


Saudade do cheiro do feijão da mãe. Saudade dos puxões de orelha do pai. Do doce apertão nas bochechas de sua avó, chamando-o de "a coisa marlinda do mundo". Sinto falta de bastante detalhes na minha vida. Isso, detalhes que compõem a nossa história. O que seria daquela excursão para uma praia deserta se não tivesse visto o escorregão que a professora de história levou ao mergulhar na areia, literalmente?

Queria muito poder ajudar a todos. Colocar tudo no seu devido lugar; todos os problemas, desafios e medos. Tenho boa-vontade, acredito. Mas percebo que a ajuda primordial deve ser para mim mesmo. Eu quem devo ajudar-me e estar de bem comigo. Se todos no mundo são individualistas, por que não ser também? É bom esse amor-próprio sempre. Estando com uma boa auto-estima, talvez consiga, de fato, auxiliar a um amigo, a uma tia, a um colega. Ser prestativo e menos sentimental.


Contudo, nesse exato momento, o que eu mais quero é um abraço materno. Esse é o verdadeiro amor, sem dramaticidade extrema, sem mentira.


Aproveite enquanto pode.
Edvar Soares.